DIÁRIO DE UM SONHO

NOTÍCIAS DAS JOVENS PROMESSAS DE CAMAÇARI NO BOLSHOI

Uma família diferente

15 de março de 2011

O jornal de Joinville “A Notícia”, produziu uma reportagem contando a história e o dia a dia dos nossos pequenos astros. Leia abaixo:

 

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Quem passa pela frente da casa do professor de informática Joselito Pereira, não tem dúvidas de que ali vivem bailarinos do Bolshoi – e não são poucos. As cores no varal não mudam, são uma infinidade de branco que parecem uma bandeira da escola. Os uniformes são de cinco jovens bailarinos que vieram de Camaçari, na Bahia.


Há quase três anos, Daiane Pereira, Alexandre dos Santos e Érica de Oliveira chegaram a Joinville com 11 anos e grandes expectativas. Vieram sozinhos e passaram um mês ligando para a Bahia todos os dias com voz chorosa. Joselito não aguentou. “Eu já estava me desligando da empresa, depois de seis anos sem nenhum problema no meu trabalho, mas queria acompanhar minha filha no sonho dela”, conta ele, que é pai de Daiane.
Joselito tinha uma boa motivação: quando era adolescente, jogava no Esporte Clube Vitória e sonhava em ser profissional. Mas quando teve a oportunidade de mudar para São Paulo para jogar futebol, aos 14 anos, a mãe não liberou a viagem. “Eu não ia fazer o mesmo com a minha família. Não importa o que vai acontecer, só o fato de estar estudando balé do jeito que ela queria é suficiente para nos deixar satisfeitos e saber que deixar tudo – emprego, família, amigos – para trás está valendo a pena”, afirma.


Foi correndo atrás do sonho da filha Daiane que Joselito e a mulher Cleide Nunes também viraram pais de Alexandre dos Santos, 14 anos e Érica de Oliveira, 13. Depois, vieram Pâmela dos Santos Silva, 13 anos, e Andressa Oliveira Araújo de Moura, 11 anos. E, Diego Kauã, dois anos e meio, que não é bailarino, mas nasceu no meio dessa bagunça de sapatilhas. Bagunça não, porque organização é palavra de ordem na casa, que segue as mesma regras do Bolshoi. “Definitivamente, eles estão tendo uma educação melhor aqui. Se crescessem na Bahia, não teriam a mesma disciplina”, afirma Joselito. As crianças concordam: as escolas de Joinville têm aulas mais difíceis, mas a principal dificuldade dos adolescentes foi a comunicação. “Por causa do sotaque, no começo a gente não entendia o que os colegas falavam e eles não nos entendiam”, conta Érica.

Mas se os adolescentes tiveram de aprender a se organizar para dar conta da rotina que o Bolshoi impõe, o pai social também corre atrás. Para estar disponível aos seis filhos, ele arrumou um emprego das 22 às cinco da manhã. Quando chega em casa, é hora de levar os estudantes para as aulas de dança. O resto do dia é para Joselito e Cleide deixarem tudo pronto para quando eles voltarem, no fim da tarde. Cleide trabalhava fazendo doces em Camaçarí, mas agora é mãe em tempo integral. E haja fôlego para dar conta de deixar tantos uniformes branquinhos.


"Não importa o que vai acontecer, só o fato de estar estudando balé do jeito que ela queria é suficiente para nos deixar satisfeitos e saber que deixar tudo – emprego, família, amigos – para trás está valendo a pena."


Joselito Pereira, pai biológico e social de alunos do Bolshoi

 

4 de novembro de 2010




Andressa (10 anos), Vívian Helga (10 anos) e Iasmim (12 anos), ao serem pré-selecionadas, chegaram longe e levaram o sotaque e o talento baiano para o sul do país, durante este concurso nacional. As pequenas bailarinas representaram muito bem, em 2010, o sonho das cerca de 200 conterrâneas e educandas da Cidade do Saber, que, em junho deste ano, participaram da etapa pré-seletiva. As educandas integram o curso de balé da instituição que tem como parceira técnica a Ebateca, tradicional escola de balé da Bahia.

Mas foi Andressa Oliveira Araújo de Moura que fez, do sonho, realidade, neste momento!

Em recente visita a Cidade do Saber Pâmela fala sobre a sua rotina na Escola do Teatro Bolshoi

4 de agosto de 2010

Classificadas para a etapa nacional da seleção dos novos bolsistas na escola Balé Bolshoi do Brasil

17 de junho de 2010

Mais um passo foi dado em direção à concretização de um grande sonho para as jovens bailarinas Andressa Araújo de Moura (10 anos), Vívian Helga de Araújo e Silva (10 anos) e Iasmim Lorena da Silva (12 anos), classificadas para a etapa Nacional da seleção dos novos bolsistas que irão ingressar na escola Balé Bolshoi do Brasil, em Joinville. Esta etapa classificatória aconteceu no dia 04 de Junho no ginásio de esportes da Cidade do Saber e o resultado tão esperado veio no domingo seguinte, 06 de junho.

A emoção da conquista e a possibilidade de uma vida nova e completamente voltada para o balé, são traduzidas na felicidade que as três jovens garotas demonstram nos depoimentos. O que vemos são três corações que batem com muita ansiedade e alegria, na certeza de que o destino de cada uma delas é o mesmo: brilhar nos palcos.



Pés que se renderam a um pedido

26 de março de 2010

Matéria publicada no site A Notícia

Pés que se renderam a um pedido

FOI DE MANSINHO, COM UM SINGELO BILHETE, QUE ALEXANDRE, DA SEGUNDA SÉRIE DA ESCOLA DO BOLSHOI, GANHOU UMA SAPATILHA AUTOGRAFADA PELA BAILARINA NATALIA OSIPOVA


A solista Natalia Osipova retornou para a Rússia, mas antes deixou um presente para Alexandre Vieira dos Santos, 12 anos. Ele não é apenas mais um aluno da Escola do Teatro Bolshoi. Por meio de um bilhete, conseguiu a sapatilha de destaque utilizada no espetáculo “Don Quixote” e a atenção da solista do Teatro de Moscou. O presente foi entregue ontem, no intervalo das aulas. Assim, Alexandre começou com o pé direito o seu legado no balé.

Todos tiveram a ideia de pedir um autógrafo à bailarina russa na própria sapatilha, porém, Alexandre agiu diferente. Desconhecendo o idioma, pediu ao professor Denys Nevidomy que traduzisse seu recado. No bilhete, o pedido: “Querida bailarina da Rússia, queria saber se poderia me dar a sapatilha e o leque. Muito obrigado, Alexandre.”

Antes que a bailarina se apresentasse na Noite de Gala, o aluno entregou o bilhete. Nos bastidores, Natalia leu e, olhando para Alexandre, fez um sinal de positivo e disse “OK”, confirmando que havia entendido o pedido.

Depois do espetáculo, ninguém precisou lembrá-la. Antes de ir, Osipova parou na recepção e retirou da bolsa a sapatilha autografada. Ela disse apenas “Alexandre”, com o sotaque russo, e gesticulou que era para o pequeno bailarino. Isso foi o bastante para a coordenação entender que era o presente esperado.

Em casa, quando recebeu a notícia, Alexandre estava jogando “Bomberman” no videogame. Por telefone, a escola avisou que o presente estava guardado. Alexandre nem voltou a jogar, comemorou e chorou de alegria. De início, os pais sociais acharam que não seria possível. “Eu não queria contar para eles, queria chegar com a sapatilha em casa, mas não aguentei”, disse ele, sorrindo.

Sapatilha nas mãos, ele descobriu alguns segredos da bailarina. Ela arrancou parte do revestimento, costurou duas fitas rendadas e fez modificações na ponta para auxiliar os passos de dança. Outros bailarinos se surpreendem, pois, diferente deles, ela não passa uma fita adesiva para fixar e firmar a sapatilha nos pés.

Assim como os outros alunos, Alexandre também fez uma foto com o bailarino Ivan Vasiliev e ganhou um autógrafo. Agora, a sapatilha se unirá às outras lembranças, guardadas no armário de Alexandre.

“Do Bolshoi, é o melhor presente que eu já recebi”, garante o aluno. Para os amantes de futebol, é como se fosse a chuteira do jogador Cristiano Ronaldo. Mas eles preferem outro calçado. Os colegas da escola pediram a outra sapatilha, caso ele ganhasse o par. Mas o pé esquerdo Natalia entregou ao supervisor-geral da escola, Pavel Kazarian.

Além da sapatilha, Alexandre espera também seguir o legado e ir estudar na Rússia. Hoje, ele está na 2ª série do Bolshoi e faz planos para sua carreira. “Quero me formar em dança clássica e contemporânea. Depois, ingressar na Companhia Jovem e tentar um estágio na Rússia”, definiu.

O baiano iniciou seu aprendizado com apresentações de dança em uma igreja Batista em Salvador. Ainda em Camaçarí, conheceu a escola e fez os testes. Passou na primeira etapa e, depois, foi aprovado nos três testes realizados em Joinville. O garoto já conhecia o trabalho de Natalia antes de ingressar no Bolshoi, por meio de vídeos na internet. Este ano, ele pôde conhecê-la, pessoalmente. “Ela é muito boa no balé, eu gostei muito dela”, explica ele.

Ex-educandos da Cidade do Saber brilham ao lado de bailarinos russos

19 de março de 2010

A Escola de Teatro Bolshoi no Brasil está completando 10 anos de atuação. Para celebrar esta data tão significativa, a instituição preparou três dias de grandes espetáculos no Centreventos Cau Hansen, em Joinville, Santa Catarina.

Estas apresentações foram protagonizadas por Natalia Osipova e Ivan Vasiliev, solistas do Teatro Bolshoi de Moscou, e também pelos alunos da Escola Bolshoi no Brasil. Dois desses alunos são as nossas pequenas estrelas, Alexandre Vieira e Daiane Brito, selecionados na Cidade do Saber, para usufruir de bolsas de estudo na filial brasileira da escola russa, entre 550 candidatos de todo país.

Todos os alunos do Bolshoi participaram de uma seleção para o evento, inclusive Alexandre e Daiane, e os dois foram escolhidos, dentre outros, para atuarem junto aos bailarinos profissionais. Eles brilharam na noite do encerramento, no espetáculo Gala Bolshoi (17/03), e tiveram a oportunidade de vivenciar um intercâmbio de conhecimentos e emoções, com a dupla internacional.

Confiram as fotos do evento:














8 de dezembro de 2009

Matrícula feita e passagem comprada para o Bolshoi



Agora é para valer. O sonho das alunas da Cidade do Saber Geiza Menezes, 10 anos, e Pâmela Silva, de 12, selecionadas para integrar o corpo de bailarinos da Escola Bolshoi, começou a virar realidade. Isso porque, as passagens para Joinvile (SC) foram compradas, as matrículas efetivadas e a viagem programada para fevereiro.


Com tudo pronto, as vencedoras da seleção 2009 começam a preparar as malas. As garotas irão embarcar com os colegas que já fazem parte do Bolshoi e que desembarcaram no início deste mês, em Camaçari, para a temporada de férias.


A mudança na vida das meninas começou antes mesmo da ida para Joinvile. “Até fevereiro, os pais das crianças irão participar de reuniões que visam preparar e informar sobre as etapas do processo e o novo cotidiano assumidos pelos filhos”, afirmou Débora Bitencourt.


Ela informou que os encontros orientam os pais sobre o funcionamento de todo o programa, além do termo de ciência sobre as normas da Casa Social de Camaçari, imóvel alugado e equipado pela Prefeitura, em parceria com a Cidade do Saber.


A mudança de rotina não está reservada apenas às garotas. Após a efetivação da matrícula, a mãe de Geiza Menezes começa a preparar a família para um novo cotidiano em 2010. “Ficar sem minha filha por perto será muito difícil. No momento, estamos nos acostumando com a nova realidade”, declarou a dona de casa Genilda Batista.


Fonte: Prefeitura Municipal de Camaçari

Bailarinos em férias

5 de agosto de 2009

Confira os vídeos e depoimentos dos nossos meninos no Bolshoi.

Oi! Aqui em Joinville está tudo bem com a gente. Nós aqui brincamos e nos divertimos muito. O tio Joselito e a tia Cleide é que estão nos divertido; nós fizemos uma brincadeira chamada jogo duro, um programa que passa na TV que tem várias provas e tem que pegar mais dinheiro e sair pela porta; o último a sair perde e também tem o colar da imunidade, quem achar pode estar com cinco reais que ganha. Eu, Daiane, Érica e Rodrigo é que fomos os participantes. Rodrigo foi o primeiro a perder porque foi ambicioso, o pecado da avareza dele fez com que ele perdesse o jogo. O segundo a sair do jogo fui eu, mas nem foi por avareza foi porque eu tive menos dinheiro do que Érica e perdi. A vencedora do jogo duro foi Daiane e ela levou para casa R$100.000. O tio Joselito e a tia Cleide nos fizeram sorrir e o tio filmou a brincadeira jogo duro. Nós nos divertimos muito e estamos felizes graças a Deus, porque se não fosse ele nós não estaríamos tão felizes hoje.
No dia 03/07 nós ficamos de férias do Bolshoi. No dia do encerramento da escola que foi no dia 17/07 Eu e Daiane dançamos quadrilha e foi muito divertido. Aqui em Joinville não se comemora o São João no mesmo dia da Bahia e sim no dia 17de julho. Aqui está muito frio e a gente, de vez em quando, brinca para ver se esquenta mais um pouco.

Nós fomos à feira da sapatilha e vimos algumas apresentações, passeamos, tiramos fotos e nos divertimos. Quando voltamos para casa tinha uma moça que fazia pulseiras, correntes e etc... Nós paramos para olhar e Daiane gostou de algumas coisas e comprou. Foi muito legal aquele dia.
O tio Joselito dias de quarta e sexta-feira de noite joga bola aí ele me leva, junto com Rodrigo e no final do jogo nós pegamos a bola e jogamos com a permissão dele. Na escola formal está tudo ótimo e no Bolshoi também. Nós estamos na igreja aprendendo coreografia, violão, teclado, coral e etc... Nós fomos apresentar lá no Morro do Meio, um lugar que fica próximo daqui de casa, não muito perto, e foi muito lindo nossa coreografia. E é isso aiiiiii beijossssssssssss!!!!!!

Ass: Alexandre Vieira





Minhas Férias em Joinville, SC 2009


Minhas férias estão sendo ótimas e divertidas. Aqui na casa social nós brincamos muito, tiramos fotos, fomos à Feira da Sapatilha, fizemos apresentações de coreografia em outros lugares através da Igreja Batista Farol, mas estou com muitas saudades do Bolshoi e da Escola. Aqui na casa social é muito legal, a casa é linda, os pais sociais são maravilhosos e a tia Cleide é ótima. Ela prepara pratos e deliciosos... Na casa social temos ate cachorro...

Aqui nós brincamos tanto que enjoa e os pais sociais também brincam e a brincadeira fica mais divertida... Brincamos sobre as matérias da escola, de Jogo Duro (AQUELE QUE PASSA NA TV) é muito bom; a gente esquece até a saudade ♥.
No Bolshoi é maravilhoso, eu e a Erika estamos ansiosas pra voltar às aulas, porque nós vamos para a sapatilha de pontas, a sapatilha mais esperada pelas bailarinas... E também pra rever nossas amigas de classe. Na escola fundamental temos muitos amigos e os professores são maravilhosos conosco, e nos dão o maior carinho, isso também nos faz esquecer a saudade...

Eu estou ansiosa para ajudarmos na seleção em outubro e conhecer quem vão ser nossasnovas companheiras de casa e espero que elas gostem e tenho quase certeza que elas vão amar. Aqui na casa social os tios ajudam, se algum de nós estiver com dificuldades na escola ou no Bolshoi. Tanto na escola ou no Bolshoi recebemos apoio em tudo, você nunca está sozinho e quando você chega é recebido com aquele sorriso que te enche de orgulho de estar aqui e nos dá mais vontade de se esforçar e continuar.

Agradeço em primeiro lugar a Deus, e também agradeço muito à Cidade do Saber por tudo, pelo carinho enorme que cada funcionário nos dá, por esse sonho que não só eu mais todos aqui da casa estamos podendo realizar através de vocês, porque se não fosse por vocês nos não estaríamos aqui, ao Bolshoi, principalmente Pavel e Silvana me selecionaram e a todos pelo carinho e prometo a vocês que quando estiver fazendo sucesso não vou esquecer de vocês e vou agradecê-los sempre .

“A dança pra mim é uma maneira de viver. Respeitar o corpo, fazer dele um instrumento expressivo e dinâmico”.

Beijões fiquem com Deus.

Assinado: Daiane Brito





Aqui em Joinville é assim...

Aqui em Joinville é muito bom, pois aqui consegui amigos novos que gosto muito deles. Na minha escola, Léa Lepper, tem muitas pessoas legais, professores bons, amigos, colegas... No dia 03 de julho a escola fez a Feira Cultural com apresentações de turmas da 5ª à 8ª série com temas como Espanha, África, Santa Catarina e Alemanha. A minha apresentação foi ótima. O meu tema foi Espanha, que conta a história da turista Rafaela que foi conhecer o lindo lugar que é a Espanha e lá conheceu um amigo chamado Pedro que trabalhava no restaurante “El Torero” e, como Rafaela gostava muito da dança flamenca foi até o restaurante e lá ficou muito feliz pois a dança mexia com os sentimentos dela. Quando Rafaela voltou para o Brasil contou para os amigos como foi sua viagem, mostrou fotos e todos ficaram bastante alegres.

Aí na Bahia comemoramos a Festa Junina, mas, aqui no colégio que estudo comemora-se a Festa Julhina, que teve discoteca, quadrilha e brincadeiras. Todos nós fomos à festa.

Os nossos pais sociais são muito legais, eles fazem brincadeiras... Outro dia nós brincamos de jogo duro; é um jogo que uma ou duas pessoas escondem o dinheiro e as outras pessoas procuram e também tem o colar da imunidade, mas, se a pessoa que pegar o colar for o último a ficar, está automaticamente desclassificado, pois os outros jogadores já saíram do lugar do jogo. Infelizmente quem ficou foi o Rodrigo que foi a segunda pessoa a pegar mais dinheiro, mas ficou em último e perdeu. Depois o Alexandre conseguiu o colar e não foi eliminado, mas, se eu não tivesse chutado o colar ele sairia do jogo e perderia, pois conseguiu R$ 230, 00, a Daiane ficou com mil e alguma coisa e foi a pessoa com mais dinheiro no jogo e eu fui a terceira. No fim, Daiane venceu o jogo com R$ 2.000 e auau...
Vencedora: DAIANE
Vice-campeão: ERIKA

Os nossos pais sociais ensinam muitas coisas para nós. Quando nós temos atividade de casa ou algum assunto que não entendemos eles explicam. Se a gente precisar de alguma coisa eles ajudam, por exemplo, trabalho de escola que vem no final ou no meio do mês, eles mandam a gente fazer a lista e eles compram os materiais e graças a Deus foram eles que vieram para cá pois se fosse um desconhecido, talvez não estaria tratando a gente com tanto amor e carinho. Estou ansiosa para voltar às aulas do Bolshoi pois eu e Daiane vamos começar a usar a sapatilha de ponta.

É FRIO EM SANTA CATARINA... Aqui em Joinville está muito frio e agora nesse mês que está entrando está mais frio ainda, pois aqui perto tem uma cidade em que as roupas no varal ficaram empedradas, as árvores estão com gelo de tanto frio e já que é aqui perto, o frio, parece que está, aos poucos, vindo para cá. Tem dias que acordo e mexo na janela está aquela camada de gelo que as mãos ficam vermelhas de tanto frio, mas não quero voltar pois pode estar caindo neve aqui mas não desisto do meu sonho.





DO QUE VALE A VIDA
SE A MINHA VIDA É SER BAILARINA
DO QUE VALE A ESPERANÇA
SE ESPERO SER UMA OTIMA BAILARINA
DO QUE VALE O AMO
SE AMO BALÉ
DO QUE VALE TUD
SE TUDO PARA MIM SIGNIFICA
EU QUERO ME FORMAR NA ESCOLA BOLSHOI.


CONQUISTA

Aqui na Igreja Batista nós fazemos aula de coreografia e de teclado e começamos a ensaiar uma música muito legal e apresentamos dia 25 de julho. Uma grande conquista, e nossos pais sociais sempre nos acompanhado e filmando.


BRINCADEIRA

Dia 19 de julho vimos no Fantástico uma brincadeira muito legal: é um cartaz que escreve os nomes de todas as pessoas da casa e tudo o que agente fizer de bom as outras pessoas da casa anotam ex: quem ajuda, organização individual, respeito, higiene e se a pessoa fizer algum exemplo desses ganha um ponto e quem, no final, estiver com mais pontos recebem um presente dos pais sociais e assim a gente aprende muito com a vida e com eles.


NÓS AGRADECEMOS A VCS PELA OPORTUNIDADE!!!!!!!!



FIMMMMMMMMM.

Assinado: Érika Santos

Joinville, 30 de julho de 2009


Caros amigos aqui em Joinville é muito frio, mas a gente se acostuma bem rápido. Ah e sai fumaça da boca quando a gente fala. A nossa festa junina foi muito diferente das festas de Camaçari, aqui não dança só forró, eles misturam funk, lambada, axé, música eletrônica e etc... Mas foi muito legal porque foi diferente e comemora quase um mês depois, no dia 17 de julho... Alexandre e Daiane participaram da quadrilha na escola.

Na casa social está muito bem porque os tios são muito bons e eles deixam a gente brincar; às vezes o tio brinca também com a gente e se diverte muito. O tio deixa a gente jogar play station e assistimos filmes no computador. A tia Cleide faz cada comida gostosa de dar água na boca de ver preparando porque sempre está gostoso. As nossas férias estão sendo muito legais, pois nós brincamos de montão. É muito legal! Estou sentindo saudades de todos, mas tenho que agüentar a saudade.

Estamos participando de aulas de teclado, violão e coreografia. Eu, Alexandre, Erika e Daiane fizemos um grupo de dança na igreja, nos apresentamos em alguns eventos e estou gostando muito disso, o tio e a tia levam a gente para passear e vamos à igreja no domingo... Toda sexta-feira de noite o tio vai jogar futebol no estádio aqui perto da casa me leva junto com Alexandre e, quando termina, ele deixa a gente jogar bola. Estou me divertindo muito aqui ainda mais com o tio e a tia, eles são demais; parecem crianças no momento de brincar e adultos na hora certa.

Na escola nós tivemos teatro de mímica e a feira cultural e fomos muito bem. Nós fomos ao festival de dança e vimos de perto o maior festival de dança do Brasil. A festa da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil foi muito legal porque ao invés dos alunos dançarem quem dançou foram os professores. Foi muito engraçado e divertido.

Rodrigo Pedro Isabel Junior

Vídeo com Érica, Alexandre, Rodrigo e Daiane

18 de junho de 2009

Clique no link abaixo e assita o vídeo com os nossos bailarinos na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil.

http://www.youtube.com/watch?v=gJc-yd0D7pk

Jornal impresso

19 de maio de 2009

Clique na imagem abaixo e leia a matéria publicada no jornal Notícias do Dia com os meninos camaçarienses bolsistas do Bolshoi:









Cartas de Chegada...

7 de maio de 2009






Chegamos ao aeroporto de Joinville e Shelly (funcionária da Cidade do Saber) estava nos esperando.

Logo quando chegamos, pensamos que nós quatro iríamos direto pra a nossa casa, mas ficamos um tempo na casa de um pai social do Bolshoi, enquanto a nossa casa terminava de ser preparada. Passamos lá o aniversário de Daiane, que foi em 03/03/09, e ela ficou um pouco triste que não tinha visto nem seu pai e nem sua mãe no dia. A tia da casa fez um bolo para ela e eu e outro menino fizemos um cartaz para ver se ela ficava mais alegre e ela ficou.

No aniversário de Rodrigo, que foi em 29/03/09, saímos para o shopping, eu, Daiane, Rodrigo, Érica, tia Cleide e tio Joselito (nossos pais sociais e pais verdadeiros de Daiane), além de Diego, o filho da tia da primeira casa que ficamos. No aniversário da tia Cleide, o tio Joselito comprou um bolo para a tia e batemos parabéns para ela e no dia do meu aniversário, caiu no dia de segunda, nós temos aula e não teve comemoração.

Da chegada pra cá foi um sucesso. Ás vezes eu penso que eu quero voltar para casa, que estou com saudades da minha família; mas eu também falo que eu sou firme e forte e vou agüentar tudo isso. Agradeço muito a Ana Lúcia (Diretora da Cidade do Saber) e a Shelly e a Cidade do saber por isso tudo que elas me deram. E as minhas aulas de balé estão ótimas e a escola normal também e agradeço muito a Cidade do Saber, a professora Renata, Débora e Lidi, a todos da Cidade do Saber.

Teve uma mulher daí que me disse pra não sair do balé e graças a ela que eu estou aqui. Agora agradeço a minha mãe e ao meu pai que não tem preconceito do que eu faço, nunca chegaram para mim para falar que balé é coisa de mulher e super beijos para todos aqueles que me ajudaram.

Aqui chove muito, faz muito frio. Temos que vestir roupas grossas para superar o frio. Aprendi várias coisas com o tio Joselito, que ele para mim é um ótimo pai social e tia Cleide. Os meninos são uns ótimos irmãos para mim.

Alexandre


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Minha vida em Joinville-SC é um conto de fadas. Tive o prazer e a oportunidade de entrar na escola do Teatro Bolshoi no Brasil e ter os meus pais biológicos como pais sociais, mas somos todos tratados iguais.

Estou no curso de formação de ballet clássico, na 1ª série B. Estou tendo a oportunidade de estudar outras matérias no Bolshoi, como; ginástica, ritmo, teoria da dança, dança popular histórica e academia. O Bolshoi é um sonho, quando você conhece, você se encanta. Lá você não se sente sozinho, todo mundo é seu amigo, tem sempre alguém com você. Lá conheci pessoas maravilhosas como meus professores e professoras.

Estou cursando a 6ª série, na escola do ensino fundamental Lea Maria Aguiar Lepper, meus professores são maravilhosos e estou me esforçando muito para tirar 10 em todas as matérias. Pena que ainda falta uma coisa muito importante para que esse sonho se realize, que é a falta de pessoas e patrocinadores para nos ajudar nas despesas pessoais, pois o custo de vida aqui é muito alto e nós não estávamos preparados.

Nós saímos para nos divertir e já fomos para o shopping, para o play games e foi muito legal. Mas quando saímos, gastamos do nosso dinheiro e a nossa família não tem condições financeiras, pois viemos de famílias humildes, por isso agradeço muito, em primeiro lugar a Deus, depois à Cidade do Saber, por esse projeto maravilhoso e a oportunidade mais importante da minha vida, que ela nos deu. Agradeço, também, a professora Renata dos Anjos e Maria Tereza Gordilho (representante da Ebateca na Cidade do Saber), por tudo que elas me ensinaram e me deram a oportunidade de dançar, ai na Cidade do Saber. Elas foram pessoas muito importantes na minha vida, pois foi com elas que aprendi os meus primeiros passos de ballet.

Aqui é bem diferente a forma que eles falam, por exemplo: aqui, menino é piar, estojo é penal e assim por diante. No ballet, estou muito feliz. No dia 8 de maio vamos apresentar para as mães um pouco do que fazemos na aula. Na aula estou me esforçando ao máximo nos exercícios e já estou mais flexível.

No inicio, quando chegamos, ficamos em uma casa provisória, por 30 dias, até os pais sociais chegarem. Aqui na casa social e no Bolshoi aprendemos regras que cumprimos e que vão nos ajudar futuramente e na vida pessoal. Acordamos as 5 horas da manhã, tomamos banho, nos arrumamos e tomamos café, pois a van do Bolshoi passa às 6:30h e, se não estivermos prontos, ela não espera. Essa é uma das regras fundamentais que cumprimos. Tanto na escola, quanto na casa social, seguimos regras tais como: horário para acordar, para as refeições, para as tarefas escolares, para usar o computador, para usar o vídeo game, para dormir e estudar. Estou realizando o meu sonho, que tenho desde pequena, para uma satisfação tanto pessoal quanto profissional e agarrei essa oportunidade com unhas e dentes

Daiane


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Eu cheguei em Santa Catarina e demorei para me adaptar. Eu esperei meses para me adaptar e, depois disso tudo, eu consegui me adaptar melhor e eu consegui fazer com que isso acontecesse e eu fiquei muito feliz de poder realizar meu sonho.

E, na escola, eu vou muito bem, pois estou me juntando com os outros meninos e meninas. E sobre o Bolshoi, eu vou muito bem agora que eu me enturmei e eu quero falar que, antes, eu estava mal e eu vi essa tristeza ir embora, quando o pai de Daiane (nosso pai social) chegou e eu senti, naquele momento, que tudo iria se resolver. Eu sinto, às vezes, que eu sou muito novo para fazer isso e eu penso no apoio que minha mãe esta me dando. Por isso, eu sinto que eu preciso continuar forte, até que passem os oito anos.

E nós sempre temos a atenção dos nossos pais sociais, como agem os nossos pais de sangue. Nós vamos sempre para o cinema e, no Bolshoi, os exercícios são muito puxados, mas a gente sabe que temos a obrigação de cumprir e nós vamos fazer de tudo para o nosso futuro dar certo e ser bem melhor do que foi até agora. Nós vamos fazer de tudo um pouco.

Os aniversários da gente foram aqui mesmo em casa, mas não foi assim no meu aniversário. Eu fui ao Playland e, quando voltei, eu joguei playstation e, depois disso tudo, teve o aniversário de Érica, no dia 2 de maio e foi uma coisa boa de se vê. Eu estou indo bem na minha escola Maria Aguiar Lea Lepper e eu estou muito bem no Lea. Em Santa Catarina, o jeito deles é bem diferente da gente. É meio estranho o jeito deles de se comunicar. A palavra short, por exemplo, eles falam igual, mas tem um problema: eles falam shortes.

Rodrigo



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Eu sou Érica e vou contar com eu estou aqui em Joinville. Nós chegamos aqui dia 7 de fevereiro, ficamos em uma casa temporária, pois meus pais sociais não tinham chegado, já que a minha mãe social tinha acabado de ter o filho dela. Nesta casa onde ficamos, conhecemos pessoas novas onde todos eram do Bolshoi e nos contaram sobre as disciplinas. No dia 9 de fevereiro, fomos para nossa primeira aula no Bolshoi, conheci meus professores, gostei deles e conheci o Bolshoi. Dia 10 de fevereiro fui conhecer a minha escola chamada Lea Lepper, conheci todos os meus professores, conheci os meus novos amigos e gostei deles e da escola. Até agora só tirei notas ótimas. No dia 5 de março, os nossos pais sociais chegaram e foram conhecendo o nosso bairro e a cidade. Logo depois foram nos buscar na nossa casa temporária, para nos levar para nossa casa verdadeira.

Na nossa casa, brincamos bastante e trocamos idéias. Tivemos o aniversario de Daiane, no dia 3 de março e ela chorou muito porque os pais dela ainda não tinham chegado. O aniversario de Rodrigo foi dia 29 de março, longe dos pais. O aniversário de Alexandre foi dia 13 de abril, onde ele ficou muito triste e o meu aniversario, dia 02 de maio, onde eu passei sozinha; mas todos nós superamos e estamos aqui ainda.

A gente sabe que estamos tendo uma oportunidade única e que é para o nosso futuro. Precisamos nos entregar de corpo e alma. Nós quatro somos que nem estrelas, fomos feitos para brilhar. Nós preferimos a lágrima da derrota, do que a vergonha de nunca ter lutado. Esse sonho tem que ser realizado até o fim.

Aqui faz muito frio e a gente não está acostumado com o frio, mas, para o nosso sonho, a gente enfrentará tudo e todos. Os nossos pais sociais são legais. Aqui nós temos regras, como dormir no horário e usar o computador no horário de cada um de nós. No Bolshoi, temos regras como não esquecer nada do Bolshoi em casa. Aqui em Joinville o custo de vida é muito alto, somos crianças de famílias humildes e precisamos de todo apoio para cobrirmos as nossas despesas pessoais.

Agradeço a todos pela grande oportunidade que eu estou tendo e irei retribuí com meu sucesso.

Érica

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* As cartas enviadas pelas crianças tiveram todo o seu conteúdo preservado, passando, apenas, por uma revisão ortográfica, realizado pela Assessoria de Comunicação da Cidade do Saber, no intuito de facilitar a leitura.

Aniversário de Joinville, Érika, Alexandre, Daiane e Rodrigo retornando do desfile.

23 de março de 2009


Primeiras emoções...

19 de fevereiro de 2009

Como dizem que uma imagem, às vezes, vale mais que 1.000 palavras, seguem os primeiros capítulos de uma cativante aventura, cheia de novidades, surpresas e responsabilidades, que chegaram à vida das quatros crianças de Camaçari, integrantes da Escola de Ballet Bolshoi.

Alô, Daiane, Érica, Alexandre, Rodrigo! Um beijão para vocês! Aguardamos, ansiosamente, a partir de março, que nos contem todas as novidades... recebam, daí, todo o nosso carinho!

Legenda das Fotos:

Foto 1: de mala e cuia...
Foto 2: a chegada!
Foto 3: o ballet não sai dos pensamentos... (na Escola Bolshoi!)
Foto 4: bem-vindos à Casa Social de Camaçari em Joinville
Foto 5: hora do passeio!
Foto 6: na sala da casa nova
Fotos 7, 8, 9 e 10: olhar sobre o novo mundo de aprendizado (conhecendo às instalações do Bolshoi)
Foto 11: quarto de bailarinas!

O Diário de um sonho...

6 de fevereiro de 2009

Aqui será possível acompanhar as novidades do dia-a-dia das crianças camaçarienses na Escola do Bolshoi e na cidade de Joinville. Tudo narrado pelas próprias crianças, com a emoção das novas descobertas e desafios, com a autenticidade característica da infância, com uma maneira sincera e colorida de ver o mundo! Acompanhem, frequentemente, o relato de quatro crianças camaçarienses perseguindo o sonho de se tornarem grandes bailarinos.

E está chegando a hora...

5 de fevereiro de 2009

É neste sábado, dia 07 de fevereiro, que Érica (11), Daiane (11), Rodrigo (10) e Alexandre (12) embarcam para Joinville (SC) - onde está localizada a sede da Escola do Bolshoi, filial brasileira deste famoso grupo de ballet russo. Na segunda-feira eles se apresentarão à Escola, para dar início às aulas, já como bolsistas (o que garante a mensalidade, fardamento, transporte para a Escola e alimentação durante o período das atividades).

As crianças ficarão instaladas na Casa Social de Camaçari, que, inicialmente, é mantida pela Prefeitura Municipal de Camaçari, através da Cidade do Saber; até que sejam formadas as parcerias para a “Adoção de Talentos”, quando alguma empresa poderá custear a manutenção de uma ou mais dessas crianças, arcando com os custos referentes à alimentação, passagens aéreas para visita das crianças às suas famílias e vice-versa, despesas com o lazer, vestuário e etc.

Camaçari é a primeira cidade brasileira a estruturar uma residência para os seus munícipes, alunos do Bolshoi. Em Joinville, existem outras Casas Sociais; porém elas reúnem crianças de diferentes cidades de um estado, como é o caso do Piauí. Os pais de Daiane, uma das selecionadas, estão, também, de mudança e serão os pais sociais de todas as crianças durante a estadia na cidade catarinense.

O curso do Bolshoi tem duração de oito anos e inclui aulas práticas e teóricas de balé, música clássica, piano, violino, história da arte, pilates e inglês. Os alunos poderão usufruir de espaços culturais, núcleos musical e de saúde, biblioteca, vestiário, ateliê e sala de projeção de cenários, adereços e figurinos. A bolsa é anual e algumas das condições para manter o benefício são freqüência e aprovação no ensino regular (no qual as crianças já estão matriculadas) e na escola de balé.

Boa sorte, meninos e meninas! Vocês já são queridos representantes de Camaçari, da sua cultura, sua arte e potencialidade. E poderão construir a oportunidade, com o talento que possuem, de levar o nome desta cidade para os diversos cantos do Brasil e, quem sabe, do mundo!
 
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